sexta-feira, 24 de junho de 2011

Nós,
nos despedimos do presente.
É pelo futuro que seguimos em luta.
Nem por distância imaginada,
que, provavelmente, nem fazemos ideia,
tão pouco por desespero da paixão.
É muito simples aceitar
dos sentidos que compartilhamos
que somos as companhias mais perfeitas.
A estranha perfeição dos dias que se passam,
a perfeita combinação das estranhezas que enfrentamos.
Eu grito por dentro o que meus olhos choram.
Passivos são meus insultos 
da própria desgraça que por vezes me toma.
Nem ação, nem dispersão.
Imobilidade.
Não julgo certo a ação, nem pretendo o imóvel.
Queria distinção plena dos valores.
Só isso!
O mundo, por vezes,
me dá uma preguiça 
que nem o sono consegue dissipar.
Mas a valentia...
a valentia que me doa,
a palavra que me joga
são sempre minha valentia.
Não é por mim que sorrio.
O tempo há muito me deixou infeliz.
Por mim mesma o mérito
não se desvincula de sua origem.
Estático, só permanece por ele.
Não por mim.