domingo, 17 de abril de 2011

Nada é tão assim... sem sentido.
É a pobreza da língua 
que não me resume a vida.
Preciso inventar ideias
pelas ideias que não se figuram.
Na primeira tentativa:
eu sonhoamar.
Eu sonhoamar te amando.
Meus minutos são sempre os primeiros.
Sempre me apaixono por você.
Segunda:
Desejoparasempre sempre, sempre, sempre.
É a minha oração que me prende.
Pela calma, pela paciência, pela força
... pela proteção.
Terceira:
O excessovazio do ar.
O elemento que desmancha 
minhas estruturas,
rodopiando a leveza das emoções.
É uma destruição o meu olhar,
que te encontra para solidificar
tudo o que já construímos.
Viu!? Não é fácil explicar.
Se eu pudesse simplificar,
apenas diria:
O tempo do meu amor
não passa e sempre volta.
Já perdi as contas
de quantas vezes me apaixonei por você.
E toda vez que isso acontece
sinto meu coração derretendo.
Mas não sinto apenas AMOR.
Já me peguei te desejando
tudo o que o meu amor carrega.
São as minhas orações em silêncio.
Fica assim... um pelo poético
o outro pelo prático.