terça-feira, 22 de março de 2011

É pela minha realidade que luto. 
Todo o descontentamento, a princípio, 
impulsiona meus desejos na discórdia, no escuro. 
Nem um sinal do vívido parecer humano.
É a minha consciência que apaga
todas as possibilidades de vida.
Não estou a um fio da morte,
nem planejo adiantá-la do futuro.
Pretendo tudo calma e silenciosamente.
Existo!
A minha realidade é que me apaga
da vida de coisas.
Os sinais vitais são extravagantes demais.
As memórias se agigantaram.
Não posso quietá-las.
São donas de si
e de todas as possibilidades.
Que outros conceitos me servem?
Nada me presta do que vejo.
Esse não é o momento exato.
Talvez encontre o supremo êxito,
mas não por paixão.
Só me liberto pela criatividade.
Porque da praticidade me tomo emprestada
as essenciais forças da busca.
Só posso agir assim,
quando não me resta prática...
EXPLUDO!