sexta-feira, 24 de junho de 2011

Nós,
nos despedimos do presente.
É pelo futuro que seguimos em luta.
Nem por distância imaginada,
que, provavelmente, nem fazemos ideia,
tão pouco por desespero da paixão.
É muito simples aceitar
dos sentidos que compartilhamos
que somos as companhias mais perfeitas.
A estranha perfeição dos dias que se passam,
a perfeita combinação das estranhezas que enfrentamos.
Eu grito por dentro o que meus olhos choram.
Passivos são meus insultos 
da própria desgraça que por vezes me toma.
Nem ação, nem dispersão.
Imobilidade.
Não julgo certo a ação, nem pretendo o imóvel.
Queria distinção plena dos valores.
Só isso!
O mundo, por vezes,
me dá uma preguiça 
que nem o sono consegue dissipar.
Mas a valentia...
a valentia que me doa,
a palavra que me joga
são sempre minha valentia.
Não é por mim que sorrio.
O tempo há muito me deixou infeliz.
Por mim mesma o mérito
não se desvincula de sua origem.
Estático, só permanece por ele.
Não por mim.

sábado, 21 de maio de 2011

Diferente?

Segurando um momento de reflexão, assumo o risco de ignorar as exigências a mim impostas. Não sobressairei pelas nuvens do controle para incentivar o abuso da autenticidade. Devo considerar, e isso acima de tudo, que se tudo tem seu instante, todos, portanto, têm sua chegada. Como povo, ou melhor, como indivíduo popular, admito confeccionar com as malhas que me são entregues. Além disso, também, constituo a grande massa devedora do trabalho. Mas, como já me descobri livre, não sou integralmente povo. Há uma essência sã em minha alma. Se não podem encarar o diferente como o próprio semelhante (que então atire a primeira pedra aquele que nunca foi diferente) não podem entender quão diferentes são. Pelo meu padrão, todos alheios a mim, são tão excêntricos quanto um pagodeiro percorrendo as ruas de Tóquio. É verdade que não me importo, necessariamente, com tudo isso. Uma vez ou outra, pego-me tentando justificar a resistente placa de ignorância presente em muitos. Ah... o que há de novo nisso? Se bem que talvez a resistência esteja, justamente, em ir contra isso, ou seja, ser o que for preciso ser para ser a si mesmo.

domingo, 17 de abril de 2011

Nada é tão assim... sem sentido.
É a pobreza da língua 
que não me resume a vida.
Preciso inventar ideias
pelas ideias que não se figuram.
Na primeira tentativa:
eu sonhoamar.
Eu sonhoamar te amando.
Meus minutos são sempre os primeiros.
Sempre me apaixono por você.
Segunda:
Desejoparasempre sempre, sempre, sempre.
É a minha oração que me prende.
Pela calma, pela paciência, pela força
... pela proteção.
Terceira:
O excessovazio do ar.
O elemento que desmancha 
minhas estruturas,
rodopiando a leveza das emoções.
É uma destruição o meu olhar,
que te encontra para solidificar
tudo o que já construímos.
Viu!? Não é fácil explicar.
Se eu pudesse simplificar,
apenas diria:
O tempo do meu amor
não passa e sempre volta.
Já perdi as contas
de quantas vezes me apaixonei por você.
E toda vez que isso acontece
sinto meu coração derretendo.
Mas não sinto apenas AMOR.
Já me peguei te desejando
tudo o que o meu amor carrega.
São as minhas orações em silêncio.
Fica assim... um pelo poético
o outro pelo prático.

terça-feira, 22 de março de 2011

É pela minha realidade que luto. 
Todo o descontentamento, a princípio, 
impulsiona meus desejos na discórdia, no escuro. 
Nem um sinal do vívido parecer humano.
É a minha consciência que apaga
todas as possibilidades de vida.
Não estou a um fio da morte,
nem planejo adiantá-la do futuro.
Pretendo tudo calma e silenciosamente.
Existo!
A minha realidade é que me apaga
da vida de coisas.
Os sinais vitais são extravagantes demais.
As memórias se agigantaram.
Não posso quietá-las.
São donas de si
e de todas as possibilidades.
Que outros conceitos me servem?
Nada me presta do que vejo.
Esse não é o momento exato.
Talvez encontre o supremo êxito,
mas não por paixão.
Só me liberto pela criatividade.
Porque da praticidade me tomo emprestada
as essenciais forças da busca.
Só posso agir assim,
quando não me resta prática...
EXPLUDO!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Preguiça, sim.

Qual a importância? Por que permitir que a inexperiência atinja tão imensuráveis alturas? É nosso coleguismo esperando por uma recompensa? Há hipocrisia na distância que assumimos com a vida alheia? Pensamento simplista. Resposta? O problema é de cada um. Ou cada um deveria ficar com o seu.

Deplorável pensamento, sim. Egoísmo?
Preguiça!

A felicidade só atinge quem está feliz. Todo o resto se contenta em esboçar um sorriso.
A minha felicidade não vale a ninguém. Deixe-a comigo. Abandone o meu modelo. Ele é falho. Excepcional.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A busca por tudo o que precisamos é inevitável.
Horas passam até que tomemos conta
 da validade do conteúdo que possuímos nas mãos alheias.
São várias frases que marcam os mesmos atos.
Não se pode imaginar a exatidão
da verdade que não se encontra em nós.
Somos vislumbrados da melhor e pior maneira.
É sempre em segredo que os olhares nos tocam.
Não podemos ser tudo aquilo que não sabemos,
como também não suamos todo o desprestígio que nos encharcam.
O tempo não se afasta.
Não se perde.
Ele existe mesmo que não seja agora.
Se o tempo salta o fôlego passa!