sábado, 25 de dezembro de 2010

O medo pode aparecer descomplicado,
maroto, desencanado.
O momento de não saber explicar,
de todos os meus conceitos,
a exata consciência de nós
é meu silêncio espantado.
Não é por receio,
não assemelha-se ao desespero.
É apenas meu entusiasmo.
A imagem do seu sorriso colado ao meu
é retida pela vontade 
para sempre reproduzi-la.
Nem mais, nem quase igual.
Tudo é diferente.
Tudo é cada vez melhor.
O toque que por horas não quer fugir
abandona a matéria para sentir a emoção.
É disso que preciso.
É essa liberdade abstrata
que me conduz ao entusiasmo.
Posso liderar improvisações,
acompanhar seus sonos...
Os meus desejos,
agora,
misturam-se uns aos outros.
E o que importa?
Você está em todos eles.
Está no abraço que preciso,
no olhar que me conduz.
Não tenho inibição,
mas prefiro não dizer-lhe tudo.
TUDO pode mudar.
TUDO pode ser maior.
Viva comigo.
Estarei com você!