segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

História

Não podemos negar o passado. É estupidez considerá-lo desnecessário ou apenas um apêndice do nosso presente. As passagens nos ensinam mais quando terminamos a travessia do que quando estamos a percorrê-las. Até quando cometeremos os mesmos erros vulgares por toda a imensidão do presente? O passado não morreu. Ele interage conosco o tempo todo. Ao revivermos histórias semelhantes uma tristeza pode tomar seu espaço e avassalar nosso controle. Ora explodimos, ora contemplamos estáticos nosso distúrbio. A história do passado sempre guardará saudade. Não há alma humana que reprima esse sentimento. Não há capacidade humana que controle a desvantagem da saudade. Os fatos assemelham-se. Uma saudade é, muitas vezes, o desejo de "fazer de novo". Impossível? Isso depende da sua sorte! Não posso mais fazer rir um amigo que partiu. Não por hora. Tudo o que temos é tudo o que precisamos. Agora, basta refletir no exemplo que o que passou nos deixou e não hesitar em competir com a saudade que restou. Há tempo futuro. Há relação presente. Cada um receberá seu abraço do seu próprio jeito. Ai está a magnitude de viver. Embalar-se em inúmeros abraços e indecifráveis saudades. Aperte seus braços enquanto puder... sinta a sua vida. Não ignore as possibilidades. O passado nos mostra que dói. A história é o prazer da comparação. Nada será repetido. Nada será abandonado. Não nos desvinculamos do que ainda temos. Se há saudade, há história!