quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

É um sentido.
O próprio vazio valoriza o espaço,
mesmo interminável e num absoluto silêncio.
Pode parecer triste, inconsolável, depressivo.
Mas há conforto.
Uma espécie de aconchego necessário
que substitui todo abraço perdido.
O toque, é pelo toque
que nos espalhamos de saudade.
E o vazio?
O vazio é a vontade que não existe.
Perder-se é reencontrar o conflito.
Afastar-se do vazio
é insistir no abismo.
O estranho conforto da ausência
equipara-se a angustiante saudade
do toque.
Decida-se por apenas um:
o abraço camuflado
ou o amor envenenado.