sábado, 25 de dezembro de 2010

O medo pode aparecer descomplicado,
maroto, desencanado.
O momento de não saber explicar,
de todos os meus conceitos,
a exata consciência de nós
é meu silêncio espantado.
Não é por receio,
não assemelha-se ao desespero.
É apenas meu entusiasmo.
A imagem do seu sorriso colado ao meu
é retida pela vontade 
para sempre reproduzi-la.
Nem mais, nem quase igual.
Tudo é diferente.
Tudo é cada vez melhor.
O toque que por horas não quer fugir
abandona a matéria para sentir a emoção.
É disso que preciso.
É essa liberdade abstrata
que me conduz ao entusiasmo.
Posso liderar improvisações,
acompanhar seus sonos...
Os meus desejos,
agora,
misturam-se uns aos outros.
E o que importa?
Você está em todos eles.
Está no abraço que preciso,
no olhar que me conduz.
Não tenho inibição,
mas prefiro não dizer-lhe tudo.
TUDO pode mudar.
TUDO pode ser maior.
Viva comigo.
Estarei com você!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

História

Não podemos negar o passado. É estupidez considerá-lo desnecessário ou apenas um apêndice do nosso presente. As passagens nos ensinam mais quando terminamos a travessia do que quando estamos a percorrê-las. Até quando cometeremos os mesmos erros vulgares por toda a imensidão do presente? O passado não morreu. Ele interage conosco o tempo todo. Ao revivermos histórias semelhantes uma tristeza pode tomar seu espaço e avassalar nosso controle. Ora explodimos, ora contemplamos estáticos nosso distúrbio. A história do passado sempre guardará saudade. Não há alma humana que reprima esse sentimento. Não há capacidade humana que controle a desvantagem da saudade. Os fatos assemelham-se. Uma saudade é, muitas vezes, o desejo de "fazer de novo". Impossível? Isso depende da sua sorte! Não posso mais fazer rir um amigo que partiu. Não por hora. Tudo o que temos é tudo o que precisamos. Agora, basta refletir no exemplo que o que passou nos deixou e não hesitar em competir com a saudade que restou. Há tempo futuro. Há relação presente. Cada um receberá seu abraço do seu próprio jeito. Ai está a magnitude de viver. Embalar-se em inúmeros abraços e indecifráveis saudades. Aperte seus braços enquanto puder... sinta a sua vida. Não ignore as possibilidades. O passado nos mostra que dói. A história é o prazer da comparação. Nada será repetido. Nada será abandonado. Não nos desvinculamos do que ainda temos. Se há saudade, há história!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Parte de tudo.
Não há razão para abandonar
os mínimos valores
que tanto desprezamos.
Significados são suficientemente abstratos
para não termos idéia
de todos os seus sentidos.
A individualidade só existe
perante as nossas escolhas.
E por essas escolhas
somos arremessados contra os conflitos
do mínimo e máximo,
da verdade e obscuridade.
Do mais,
somos parte de tudo.
Aprendemos a caminhar
com muito esforço e observação.
O outro existe!
Com todo o seu problema,
com todo o seu perfil.
Talvez não mereça
a máxima da sociabilidade,
a conversa,
mas observar é intrigante.
Podemos ser três de múltiplas possibilidades:
o eu, o seu e o nosso.
O "nosso" é balela.
É um esforço para se manter na ordem.
O "seu" é meia balela.
É a determinante para se tornar agradável.
O "eu" é o prazer que busco.
É todo a verdade em ascensão.
Não é claro o que se vê.
Mas longe está da escuridão.
Lê-se: mistério!
Fazer parte de tudo
o que se encontra na individualidade
é prazer imensurável
que deve ser degustado nos mínimos detalhes.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010


A quem importa seus sentimentos?
Reserve-os às suas esperanças.
Grite aos amigos todo o complexo
emaranhado dos seus sentimentos.
Revire dos fundos o que descompassa
toda a sua ingenuidade.
Apenas não arremesse à janela
as infrutíferas falsidades que consome.
Querer, não querer é um jogo
tão arriscado que mesmo querendo
perdemos tempo em não querer.
Afaste-se do perigo.
Aguarde seu cansaço explodir.
Crescer é tão notável
dentre suas maiores preocupações...
Alimente o que tem de melhor.
Seja o melhor a si mesma.
Ah!... não confunda "melhor"
com "banalidade".
Usufrua da privacidade
para ser exclusivamente sua.
Aproveite!
Reanime suas emoções.
Explore-se!
A repulsa do outro pouco importa.
Simplesmente o outro
não enxerga através
da cortina de banalidades
que condensou em sua frente.
Porém, agir com prudência
é necessariamente essencial.
Encare-se de frente.
Enfrente o que de mais odioso
encontrou dentro de você.
...
psiu!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

É um sentido.
O próprio vazio valoriza o espaço,
mesmo interminável e num absoluto silêncio.
Pode parecer triste, inconsolável, depressivo.
Mas há conforto.
Uma espécie de aconchego necessário
que substitui todo abraço perdido.
O toque, é pelo toque
que nos espalhamos de saudade.
E o vazio?
O vazio é a vontade que não existe.
Perder-se é reencontrar o conflito.
Afastar-se do vazio
é insistir no abismo.
O estranho conforto da ausência
equipara-se a angustiante saudade
do toque.
Decida-se por apenas um:
o abraço camuflado
ou o amor envenenado.