segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Somos lembrados
por aquilo que deixamos de fazer.
Num momento de FALTA de respeito,
num dia por FALTA de paciência.
Todo o sentido da existência
se remete à falta de cumprimento
do que poderia ser eterno.
Nem a imagem resiste ao infortúnio.
Ela se queima angustiada
pela incompetência de não oferecermos
o que de melhor se esconde em nós.
É pelo abuso da falta de compreensão
que nos dirigimos à memória da humanidade
e nos fixamos nela.
O tempo só discorre
aquilo que ele aguenta segurar.
Por que se arriscaria por adjetivos soltos?
O que não somos é o que nos torna ser humano.
A nossa falta de atitude
nos presenteia com a figura
mais assustadora de todas:
nós mesmos!