quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Das minhas dúvidas,
cuido eu!
Todo o espanto da incerteza
me encaminha para uma profunda reflexão.
Desistir, como eu desisti,
não abandona, simplesmente,
a inevitável dor do persistir.
Ainda tenho comigo toda a vontade
naquilo que não tenho,
toda a sensação esfriada
pela racionalidade que me liberta ao sonhar.
Experimento o lúdico embaraço
de não ter certeza do que fazer,
pois fazer algo corresponde
ao mínimo de certeza que não se encontra.
Resta-me o passo do passado,
daquilo que ficou marcado
pelos versos que já mencionei.
Nada do que posso
é viável pelo lado pragmático.
Insistir, persuadir, manipular!
Se as ações desse tipo
se concretizassem
nem a verdade eu teria.
Seria, pois, a minha própria invenção,
todo o saber que necroso através dos sentidos.
Se acredito no AMOR?
Parece-me verdadeiro apenas aquele que sinto.