segunda-feira, 19 de julho de 2010

Quais emoções me são tomadas?
Sinto-me estranha pela comum organização
dos seres e seus extravasos.
É a estática que domina
a minha falta de ímpeto.
A ausência de movimentos
me movimenta para fora dos vícios.
Não posso mais tocar essa juventude
que se sacia com o que me enoja.
Nem os velhos consigo apreciar,
embebidos numa vida sem futuro.
Pra quê embalar a vida na perspectiva finita
se não da morte se tem sinónimo?
Os velhos pecam.
Aguardam um fim inexistente,
pois todas as teorias nos acoplam num ciclo.
Seja da alma eterna ou da matéria transformada.
Enfatizo o amor em meus pensamentos
num toque de liberdade criativa.
A minha é, então, eterna.
Porque o AMOR conduz as linhas da vida.
AMOR como sentimento extravagante
e não apenas como incondicional e passional.
Alguns o tem como objetivo,
outros o denominam sonho, desejo, libido.
É pelo AMOR que pecamos
e, por esse mesmo amor,
que não conseguimos explicar o que é pecado.
Deixe a minha alma ser eterna.
Não enrugue a sua facilidade de amar.
Ame a ideia que desejar
e estimule a criatividade sonolenta
que se agarra à paixão estagnada.
Abstraia a racionalidade!
Sinta o cheiro do mundo