sexta-feira, 9 de julho de 2010

O que fazer?

A atividade sensorial é fantástica. Pena que não me desvinculo do que tenho como referência para acelerar a minha atividade sensorial. Mesmo com o abandono de toda superficialidade que consegui distinguir, não passo de mera criatura em convívio com a aparente sensação de sempre ter medo. Onde há consciência? O que os meus sentimentos querem de mim realmente? Eu os permito? Mesmo com a consciência aparente de que não deveria? Arriscar é sinônimo de crescer? O que posso dizer a mim mesma senão que crescer é o árduo trabalho da vida? Eu elejo dois extremos para o meu caminho. Não parto da ignorância de que sou livre de qualquer sentimento egoísta. Nem tão pouco de que minha paciência é suprema e intocável. Daqui para frente sigo na fé de aumentar a minha paciência para segurar o meu egoísmo. Crescer nos exige entendimento. Entender que necessitamos de explicações para as nossas atitudes. Fazer e não compreender o por quê é rodar no ciclo da superficialidade. Tente discernir sobre a complexidade do reflexo dos nossos atos sobre o mundo. Convoque os seus reais desejos e não enforque as suas depressões. Combate-a. Lute pela sua liberdade mesmo que tenha que se prender para planejar em como se dará esse combate. Torne-se ser consciente e tenha consciência que todos os nossos conceitos são vagos e extremamente limitados. Se há um deus não procure entendê-lo, apenas observe e se encaixe no que lhe está disponível. Se há inteligência suprema ela não está em você. Para isso é só confrontar o seu nível de organização. Não menciono papéis, roupas, burocracia. Olhe para a sua mente. Ela é organizada? Existe coerência nos seus pensamentos? Consegue entender para quê vive? Enquanto houver perguntas, haverá evolução. E isso basta para entender que não há supremacia alguma na inteligência humana.