segunda-feira, 19 de julho de 2010

Quais emoções me são tomadas?
Sinto-me estranha pela comum organização
dos seres e seus extravasos.
É a estática que domina
a minha falta de ímpeto.
A ausência de movimentos
me movimenta para fora dos vícios.
Não posso mais tocar essa juventude
que se sacia com o que me enoja.
Nem os velhos consigo apreciar,
embebidos numa vida sem futuro.
Pra quê embalar a vida na perspectiva finita
se não da morte se tem sinónimo?
Os velhos pecam.
Aguardam um fim inexistente,
pois todas as teorias nos acoplam num ciclo.
Seja da alma eterna ou da matéria transformada.
Enfatizo o amor em meus pensamentos
num toque de liberdade criativa.
A minha é, então, eterna.
Porque o AMOR conduz as linhas da vida.
AMOR como sentimento extravagante
e não apenas como incondicional e passional.
Alguns o tem como objetivo,
outros o denominam sonho, desejo, libido.
É pelo AMOR que pecamos
e, por esse mesmo amor,
que não conseguimos explicar o que é pecado.
Deixe a minha alma ser eterna.
Não enrugue a sua facilidade de amar.
Ame a ideia que desejar
e estimule a criatividade sonolenta
que se agarra à paixão estagnada.
Abstraia a racionalidade!
Sinta o cheiro do mundo

sexta-feira, 9 de julho de 2010

O que fazer?

A atividade sensorial é fantástica. Pena que não me desvinculo do que tenho como referência para acelerar a minha atividade sensorial. Mesmo com o abandono de toda superficialidade que consegui distinguir, não passo de mera criatura em convívio com a aparente sensação de sempre ter medo. Onde há consciência? O que os meus sentimentos querem de mim realmente? Eu os permito? Mesmo com a consciência aparente de que não deveria? Arriscar é sinônimo de crescer? O que posso dizer a mim mesma senão que crescer é o árduo trabalho da vida? Eu elejo dois extremos para o meu caminho. Não parto da ignorância de que sou livre de qualquer sentimento egoísta. Nem tão pouco de que minha paciência é suprema e intocável. Daqui para frente sigo na fé de aumentar a minha paciência para segurar o meu egoísmo. Crescer nos exige entendimento. Entender que necessitamos de explicações para as nossas atitudes. Fazer e não compreender o por quê é rodar no ciclo da superficialidade. Tente discernir sobre a complexidade do reflexo dos nossos atos sobre o mundo. Convoque os seus reais desejos e não enforque as suas depressões. Combate-a. Lute pela sua liberdade mesmo que tenha que se prender para planejar em como se dará esse combate. Torne-se ser consciente e tenha consciência que todos os nossos conceitos são vagos e extremamente limitados. Se há um deus não procure entendê-lo, apenas observe e se encaixe no que lhe está disponível. Se há inteligência suprema ela não está em você. Para isso é só confrontar o seu nível de organização. Não menciono papéis, roupas, burocracia. Olhe para a sua mente. Ela é organizada? Existe coerência nos seus pensamentos? Consegue entender para quê vive? Enquanto houver perguntas, haverá evolução. E isso basta para entender que não há supremacia alguma na inteligência humana.