quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Os vocábulos são escassos,
as frases incompletas,
porém as sensações persistem
na tentativa de inundar-nos.
Convocam os nossos sonhos
esmaltando a prateleira
que deixamos ao acaso
penduradas às paredes,
que seguram por tempos
nossos brinquedos esquecidos.
É para tornar tudo claro
que choramos água
e mais do que saborosa
por adocicar os lábios
apertados de tristeza.
Os sonhos, empoeirados,
nos trás a nostalgia da juventude.
Por isso a impressão
de termos sensações tão novas.
Não há descrição.
Não há relação alguma
que torne padrão o inexplicável.
Alimente-se da soberania
de poder sentir por uma única e exclusiva vez
o que somente você consegue entender.