terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Em comparação

Ao combinar o efeito desse e daquele sob a base de comparação nos damos, definitivamente, mal. Nada é mais frustante que esperar o "normal" e obter o anormal. Nenhuma dona de casa lava a roupa da mesma maneira, nem todos os filhos correspondem ao amor materno com a mesma intensidade, não é?! Então, porque continuamos esperando pela normalidade? Nada mais do que enfatizar o nosso atraso. Na realidade, há uma névoa encobrindo nossa inteligência de visualizar as horrendas esperanças que alimentamos. Há diversidade, sim. Portanto, não há o que temer. Nossas decepções nada mais são do que frutos de comparação com o que consideramos ideal e o que é real. Nesse sentido talvez eu não seja alguém real, talvez as pessoas me vislumbrem sob uma óptica falsa de puro interesse. Almejo a liberdade de poder ser o que sou, nem tão boa, nem tão má... simplesmente assim... neutra. Possuo meus métodos, avanço sobre meus passos e quero, realmente quero, ser dona de toda a verdade escondida em mim mesma, toda a sinceridade reprimida pela razão de não o ser real, e sim ideal. Preciso respirar minha autenticidade, saborear minhas próprias ilusões. Liberdade! Liberdade!