quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014


Espíritos que sopram minha oração, por favor,
abracem estes amigos que pouco precisam daqui.
Que linda liberdade sinto nesses sorrisos! 
Amigos que não se cruzam sem sentido de ser,
ou sem ocasião mais do que interessante.
Deixam comigo outros tantos amigos 
que não é medo ou desastre que impedirá a vida de continuar.
Não é tristeza... é puro sentido! 
É amor e respeito pelos espíritos que escutam estes sopros.
Respiro fundo e continuo mencionando algumas lições
que sei que não são minhas, mas me são emprestadas 
para lembrá-los, amigos, de que também vivo crescendo 
e que, como vocês, sinto sempre um vento divino 
dos bons trabalhadores que nos seguem.
A alma é o berço de que precisamos para nos mantermos unidos.
E o espírito de que somos realmente possuidores 
é um laço único que firmamos com a vocação de Deus.
Seguiremos sempre adiante... de certa forma, sempre juntos!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Entendemos muito pouco da profunda sinceridade da vida.
Todos perdemos tempo numa superficialidade tão profunda
que nem se quer percebemos tanta simplicidade em viver.
É inútil se envergonhar dos costumes que produzimos.
A criança não pode mais fugir daquilo que depois 
ela mesmo não poderá abandonar.
O que seria de nós se o certo agisse mais claramente?
Seria como uma revolução onde a moral se choca 
contra as paredes da cultura e abandona a tristeza antiga?
Deus permita que os destinos dessas humanas criaturas
desfiguradas e animalizadas retornem em breve
à decência da boa nova. Deus queira...
Não é o pavor que movimenta as cabeças errantes
mas as angústias do trabalho que inibem por preguiça
o ir e ir mais adiante.
Talvez os problemas humanos sejam mesmo tolos.
Mas, por Deus, precisamos urgentemente nos envergonhar disso!

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O semblante vivo da alma é abafado no instante nascituro.
Tantos abalos mencionados no útero da humanidade
que aponta para participar do todo 
provoca o medo de reagir aos destemperos mais amargos.
Regido pelo impróprio uso do corpo
as desesperadas mães aportam ao espírito
os mesmos medos do infinito que em si enraizaram.
Fátimas desiludidas. Esquecidas da providência.
Criança, apela pela liberdade, que tão logo
a intensa sociabilidade a torna pactuante
de todo o esquema aqui instalado.
Sem parâmetro, sem pavio, o cego espírito...
Que triste a beleza escondida.
A pura lógica fortemente rebatida
para se formular as absurdas conclusões.
Se pudesse inventar novamente todas as verdades
que, vira e mexe, aparecem por ai...
Sigo um instinto tão certeiro, que de instinto tem apenas o análogo.
É Deus presente na deusidade fonológica!
Escuto de minha filosofia interior
Os conselhos que guardo em mim mesma.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Nós,
nos despedimos do presente.
É pelo futuro que seguimos em luta.
Nem por distância imaginada,
que, provavelmente, nem fazemos ideia,
tão pouco por desespero da paixão.
É muito simples aceitar
dos sentidos que compartilhamos
que somos as companhias mais perfeitas.
A estranha perfeição dos dias que se passam,
a perfeita combinação das estranhezas que enfrentamos.
Eu grito por dentro o que meus olhos choram.
Passivos são meus insultos 
da própria desgraça que por vezes me toma.
Nem ação, nem dispersão.
Imobilidade.
Não julgo certo a ação, nem pretendo o imóvel.
Queria distinção plena dos valores.
Só isso!
O mundo, por vezes,
me dá uma preguiça 
que nem o sono consegue dissipar.
Mas a valentia...
a valentia que me doa,
a palavra que me joga
são sempre minha valentia.
Não é por mim que sorrio.
O tempo há muito me deixou infeliz.
Por mim mesma o mérito
não se desvincula de sua origem.
Estático, só permanece por ele.
Não por mim.

sábado, 21 de maio de 2011

Diferente?

Segurando um momento de reflexão, assumo o risco de ignorar as exigências a mim impostas. Não sobressairei pelas nuvens do controle para incentivar o abuso da autenticidade. Devo considerar, e isso acima de tudo, que se tudo tem seu instante, todos, portanto, têm sua chegada. Como povo, ou melhor, como indivíduo popular, admito confeccionar com as malhas que me são entregues. Além disso, também, constituo a grande massa devedora do trabalho. Mas, como já me descobri livre, não sou integralmente povo. Há uma essência sã em minha alma. Se não podem encarar o diferente como o próprio semelhante (que então atire a primeira pedra aquele que nunca foi diferente) não podem entender quão diferentes são. Pelo meu padrão, todos alheios a mim, são tão excêntricos quanto um pagodeiro percorrendo as ruas de Tóquio. É verdade que não me importo, necessariamente, com tudo isso. Uma vez ou outra, pego-me tentando justificar a resistente placa de ignorância presente em muitos. Ah... o que há de novo nisso? Se bem que talvez a resistência esteja, justamente, em ir contra isso, ou seja, ser o que for preciso ser para ser a si mesmo.

domingo, 17 de abril de 2011

Nada é tão assim... sem sentido.
É a pobreza da língua 
que não me resume a vida.
Preciso inventar ideias
pelas ideias que não se figuram.
Na primeira tentativa:
eu sonhoamar.
Eu sonhoamar te amando.
Meus minutos são sempre os primeiros.
Sempre me apaixono por você.
Segunda:
Desejoparasempre sempre, sempre, sempre.
É a minha oração que me prende.
Pela calma, pela paciência, pela força
... pela proteção.
Terceira:
O excessovazio do ar.
O elemento que desmancha 
minhas estruturas,
rodopiando a leveza das emoções.
É uma destruição o meu olhar,
que te encontra para solidificar
tudo o que já construímos.
Viu!? Não é fácil explicar.
Se eu pudesse simplificar,
apenas diria:
O tempo do meu amor
não passa e sempre volta.
Já perdi as contas
de quantas vezes me apaixonei por você.
E toda vez que isso acontece
sinto meu coração derretendo.
Mas não sinto apenas AMOR.
Já me peguei te desejando
tudo o que o meu amor carrega.
São as minhas orações em silêncio.
Fica assim... um pelo poético
o outro pelo prático.

terça-feira, 22 de março de 2011

É pela minha realidade que luto. 
Todo o descontentamento, a princípio, 
impulsiona meus desejos na discórdia, no escuro. 
Nem um sinal do vívido parecer humano.
É a minha consciência que apaga
todas as possibilidades de vida.
Não estou a um fio da morte,
nem planejo adiantá-la do futuro.
Pretendo tudo calma e silenciosamente.
Existo!
A minha realidade é que me apaga
da vida de coisas.
Os sinais vitais são extravagantes demais.
As memórias se agigantaram.
Não posso quietá-las.
São donas de si
e de todas as possibilidades.
Que outros conceitos me servem?
Nada me presta do que vejo.
Esse não é o momento exato.
Talvez encontre o supremo êxito,
mas não por paixão.
Só me liberto pela criatividade.
Porque da praticidade me tomo emprestada
as essenciais forças da busca.
Só posso agir assim,
quando não me resta prática...
EXPLUDO!